Cusco;

adj. s. m. 1. Que ou aquele que é excessivamente curioso em relação a algo ou alguém, intrometendo-se de forma indiscreta para satisfazer a sua curiosidade. = abelhudo, bisbilhoteiro;

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domingo, 11 de setembro de 2011

Público, eu parei. Gostaria de dizer que é por conta da dedicação com estudos de minha futura profissão, mas prefiro anunciar o desapego. Tenho convivido com desapegos e com eles acostumei-me.
Mês que vem. Mês que vem.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O estranho é querer amar alguém que não lhe quer amor.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Não sei dizer ao certo de que espécie eu sou. Reluto em dizer e ouvir: humana. Tal raça que antes se distinguiu pelas faculdades - abstração e concepção - hoje, ao que me diz respeito - se avulta em ignorância. E nisso somos competentes. Não sugiro aqui a burrice, mas me refiro ao fato de sermos, todos, extremos ignorantes. Justamente por ignorarmos. Ignoramos tudo. O lixo de todos os dias. A demora ao tomar banho. A violência crescente e mútua. A mão que pede esmola. A comida que jogamos fora. Os esgotamentos dos recursos primários e singulares. O caos.
Nós ignoramos o caos.
Afim de proporcionarmos a nós mesmos a sensação de controle, pela falta de conhecimento. Não há como fugir das notícias que nos chegam revelando o que acontece no mundo real das pessoas que sofrem, logo, tomamos a decisão mais rápida: a subtração. Não prestamos atenção em nada que promova a queda da inércia. Porque isso nos satisfaz. E de certa forma, nos coloca em paz com o que chamamos de consciência.
O que eu vejo são pessoas que lêem mas não incluem. Pessoas que assistem e não enxergam. Se eximem de culpa ou qualquer responsabilidade, pois fingir não saber, sentir e ver, permite o que adotamos por impotência. É participar de todo o resto não tomando partido de nada, até que esse nada pertença à você e te encoste. Caso contrário, o máximo que sentimos é contentamento. Digo isso, em relutas. Mas digo sabiamente, ao mundo que observo, penso: Notícia ruim no jornal das nove. Escute-mos. À seguir, concluímos um raso raciocínio:" Ainda bem que é longe. Não aconteceu comigo. Temos até um clássico - não usado por todos, porém naturalmente aplicado - Deus me livre". Com certeza, é bem melhor do que ter aquele sentimento de tomar a pílula vermelha e pensar, por um eterno instante, porque não pegou a azul. 
O caos está nas cidades. Nos telefones. Nos controles remotos. Nos filmes. Nos livros. Nas esquinas. Nos esgotos. Nos status. Na publicidade. Na sua caixa de correio. Na rede social. Em mim e em você. Transpondo - se diante de cada indolência. A ignorância deve ser mesmo uma benção. Somos todos inumanos.
Vivo rodeada de pessoas cujo maior prazer na vida é irritar-me. E elas o fazem muito bem. Sobretudo de mim: compaixão. Como este ser aprendi a dotar-me de apatia e coragem. É chato perceber que você precisa de novas gentes.
As paredes da minha casa tem cheiro. E fedem. Gritam sua cor. Espirram tinta - almejam o calor, mas enquanto isso..fedem. Abri a janela mas está frio nesta tarde. E agora? Saí da sala.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

De repente você se dá uma leve conta de que talvez aqueles velhos planos feitos quando você ainda sonhava pra caramba tem tudo pra não dar certo. Aí você pensa: que chato. Gostaria de ter desejado outra coisa. E só espera.


escrita, 19.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A vida passa e não dá nem pra perceber quem entra e quem sai dela. Rotina. Trabalho. Dê o nome que preferir. Eu chamo de verdade. Se apegar as pessoas pode ser mortal. Não que as atenções - todas elas - não tenham que ser dadas.. é só que nada deve ser pra sempre. (Essa expressão não deveria existir) A maioria delas, estão lá, sentadas em outras esquinas. E claro, muitas, não por vontades. Já outras por puro "querimento". Isso não te faz menos amado, ou impopular. Elas escapam. Esvaem. Se vão. E isso só te faz mais um. Outro, qualquer. Disposto a conhecer outros qualqueres. Há todo momento, não pense que não. Transitoriedade. Descontrole total de figuras e momentos. Somos todos incapazes de controlar essas relações. Infelizmente, ou felizmente. Para uns e para outros. É pouco lógico e quase simples: faça uma lista - quantas pessoas que você cegamente amou ainda acredita que amem você?


Docontra, escrita.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sou o vazio que me foi dado. Sou a moeda caída no chão e assim esquecida. Sou uma foto. Um presente. Mas não sou futuro, porque não o vejo aqui. Eu o vejo longe, distante o suficiente de toda essa obrigação. Prefiro observar e assistir a toda encenação que exista. Porque ela existe. Sou a janela que chove e é fechada. Sou alguém saindo sem dar tchau. E sinto o peso de sê-lo caindo sobre as minhas verdades que sem querer transparecem aos demais, que me recriminam e sabotam-me. Um dia fui amor, hoje nem dor sou. Um dia eu fui abraço, hoje nem aperto de mão. Um dia fui sentimento e hoje não sou sequer memória. Um dia fui amiga, hoje tampouco filha. Um dia eu fui cheia e hoje estou vazia.


maybeit'sjustmeescrita.

terça-feira, 1 de março de 2011

Quanta porcaria tem na televisão. A brasileira então, nem se fala. Televisão aberta me dá espasmos e eu tremo. Mas quando você precisa ficar deitada 23 horas e trinta minutos do seu dia - salvo banho e necessidades fisiológicas - de repouso, para evitar que um de seus quatro pontos bonitos pule e te faça chorar aí você vê filmes - mas quando sua antena à cabo não possui liberado nenhum canal Telecine ou HBO, pode desistir - que o máximo que vai conseguir é ver Constantine e sua terceira reprise do dia ou qualquer filme com o Tom Cruise - prazer, não gosto dele. Você quer se salvar vendo séries, troca o canal. Warner. Charlie e suas putas? Smallville e seus vilões com poderes verdes de jogar raízes podres nos protagonistas? Ou as novas tentativas de mini-séries do canal? Tá, Big Bang e Friends. Multishow e seus mil clipes iguais de crianças loiras que cantam e querem ser sexy antes de terem peitos ou pelos pubianos. Posso variar vendo clipes de gente que canta usando cordões pesados e exibe carros vermelhos que giram. Tem legenda, e é uma bosta. Aí eu vejo os canais cults, né. Discovery, National - History não porque muitas vezes me faz dormir e eu perco o sono de noite - mas quando você conhece à fundo o cotidiano dos chimpanzés de cabeça azul e barba rosa da Tunísia, enche. Finalmente quando você consegue achar uma distração relevante.. sua mãe. Novela. Globo.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

" Eu não sou tão triste assim, é que hoje estou cansada. "

Estou mesmo. Buscando inspiração incerta pros meu buracos, cheios de terra revirada e cada vez mais fundos. Erosão.
Quero um bom pensamento e que parem de me assustar um pouco estes outros que eu penso. Demorar pra dormir sempre tem um motivo, este eu não tenho e nem tento ter. Só uma inconsciência cansada, desligada. Estafa.
Eu quero direito de resposta mesmo sem ter ao que responder, gritar e não ouvir mais nada a seguir. Sem eco. Nem silêncio. Dá vontade de não ter ninguém ao mesmo tempo que, bem sei, que o meu eu sem ninguém parece calado demais, como quem anda sem correr da chuva.. e eu ainda não aprendi a gostar de me molhar.






                                                      
























                                            Já sentiu tanta felicidade que acabou por ficar triste?








































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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Feeling this

Hoje eu vi o arco-iris mais lindo da minha vida. Ele brilhava e não sumia como os outros. Ele permaneceu por um bom tempo no céu do bairro. Em meio à nuvens cinzas e pingos de chuva fresca. Ele era grande e nítido que de tão belo partiu-se, multiplicando-se, transformando-se em mais um - um pouco menos intenso, mas igualmente belo.
Gostaria de poder vê-los com maior frequência. Trata-se de sonhos, falsas esperanças e todas essas crenças geradas em torno desse fenômeno. Ideias alimentadas pelos contos e pela nossa ingenuidade barata de querer acreditar que isto pode ser real. O pote de ouro, faça um pedido. É seu aniversário, lembre-se , um pedido. Uma estrela cadente, pedido. Um trevo de quatro folhas, mais um pedido. Pôr do sol, outro pedido. Pedir, pedir, pedir. Somos acostumados a pedir tudo sempre. Desde que nascemos e até quando morrermos. Vamos continuar pedindo presentes, saúde, emprego, sorte, dinheiro e tantas outras inúmeras coisas possíveis. Somos pedintes e cobramos por isso. Pouco oferecemos, o que queremos é ser ofertados. E continuamos esse nosso hábito patético transmitindo-o aos demais, que aprendem e continuam a fazê-lo. 
Perceba em um dia, apenas um dia em sua vida - anote se possível - quantas coisas você pediu e quantas delas lembrou-se de agradecer.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Lê-se: desabafo


Alguém mais acha que o mundo pode explodir e sente que não se importa? Não que eu tenha tendências suicidas – não é o caso, brincar de ser emo às vezes faz parecer mais divertido o drama que fazemos dos nossos conflitos, é e só – porém eu venho tão desgostosa das coisas que assisto, da tecnologia tão frenética e das catástrofes promovidas pelo homem ou sentenciadas pela natureza. Acho sim, que tudo um dia vai explodir e antes seja comigo do que com meus filhos – sou mesmo muito maternal. Não gostaria de pertencer ao mundo das pessoas sem teto. Das pessoas com fome. Das pessoas doentes. Das pessoas ruins. Das pessoas que matam. Das pessoas que ferem. Das pessoas que brigam. Desse mundo material. Desse mundo irracional. Desse mundo poluído. Desse mundo quente. Desse mundo frio. Desse mundo cheio de lixo. Desse mundo sujo que fica cada dia mais sujo.
O mundo limpo e das pessoas felizes acho que acabou quando Deus deu ao homem o sacro poder de deixar podre tudo que toca.

Um adendo, só


Você pode conviver anos com alguém, e mesmo assim não conseguir descobrir que essa pessoa não lhe interessa.
Você é forçado à sentir amor.
Mas essa pessoa não lhe interessa.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

MUDAMUNDOMUDAMUDOAGORAMUNDAINUNDAMUDANÇAIMUNDA.

Aí você acorda um dia e as mudanças já aconteceram. Não que não se imaginassem que aconteceriam de forma inevitável – pois elas já se anunciavam, de maneira vaga.

Mas quando elas chegam, você que se achava preparado e onipotente.. desmonta. Simples e de forma rápida. E sem perceber. Porque quando as mudanças vem, quase sempre estão acompanhadas de outras pequenas que crescem e desencadeiam uma série de outras mais pequenas ainda que – por sua vez – também acarretam muitas outras e assim sucessivamente, que até parece ritmado.
Eu não as odeio. Até gosto. O difícil é acostumar-se com suas presenças.


Só gostaria de entender porque quando parecemos ter conseguido uma pequena adaptação - que seja - elas, como uma provocada ironia – mudam outra vez.



Aqui compra-se paz. [lê-se: “saco”].

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Aí, eu tava vendo televisão e ouvi: "E agora vamos falar do caso Bruno". Mas heim? Quem supostamente morreu foi o Bruno ou a Elisa/Eliza? Enfim..


Amanhã vou pra Juiz de Fora, logo, não me pertubem - pois terei que ficar zen parar não voltar falando "ow, véi..dei pala!" Nada contra, mas tá.
Vou contar um caso: Tava no coletivo - ônibus - aí, consegui sentar. Foi lindo. Mas até, nenhuma novidade (ok)..pois bem, abri minha bolsa e não obtive resposta positiva para Ipod (esquecido em algum lugar não específico da casa), desesperomodeon. E como as coisas pra mim são sempre agradáveis, todas as pessoas entraram e eram muitas, alguém parou na minha frente - nessa altura do campeonato eu já estava refletindo sobre ter perdido o Ipod, mas logo isso foi esquecido. Então, ocorreu o temor supremo da minha vida: música ambiente transmitida aos demais pelo celular alheio. Pensei: Amém. Rezei. Três mantras e tentei a tática de pensar em cores, mas que engraçado.. foi em vão. Aí eu me levantei e gritei com a mulher, coloquei um hardcore e todos cantaram lindamente. E de quebra ainda faturei um iphone. Hehe.
Mentira.
É, eu sou assim. Eu minto, (outra mentira).
A verdade é que eu fiquei escutando funk, vinte minutos da minha vida. Sempre válido. Contei.

sábado, 3 de julho de 2010

Não tenho orkut. Não tenho twitter. Não tenho facebook. Só o blogger. E enfim, não tenho assuntos. O que na verdade, é contraditório, já que tempo não me falta..talvez esse seja o motivo da falta de pensamentos. Ter tempo demais pra pensar. Dá preguiça e vce não pensa..dorme, come e às vezes toma banho.


Fiquei uma semana sem entrar na internet, me absorvi de televisão. O que é pior?
Então, eu ia fazer uma tatuagem..mas descobri que é caro o suficiente pra me fazer desistir. Pra informação: atualmente não possuo 10cents pra comprar um bigbig. E me dá uma preguiça mto grande de juntar, sempre. Gasto com adesivos (eu amo adesivos - me condenem!)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

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"Eu sofro de mimfobia, eu tenho medo de mim mesmo e me enfrento todo dia."
"Eu sofro de mimfobia, eu tenho medo de mim mesmo e me enfrento todo dia."
"Eu sofro de mimfobia, eu tenho medo de mim mesmo e me enfrento todo dia."
"Eu sofro de mimfobia, eu tenho medo de mim mesmo e me enfrento todo dia."
"Eu sofro de mimfobia, eu tenho medo de mim mesmo e me enfrento todo dia."
"Eu sofro de mimfobia, eu tenho medo de mim mesmo e me enfrento todo dia."
"Eu sofro de mimfobia, eu tenho medo de mim mesmo e me enfrento todo dia."
"Eu sofro de mimfobia, eu tenho medo de mim mesmo e me enfrento todo dia."
"Eu sofro de mimfobia, eu tenho medo de mim mesmo e me enfrento todo dia."
"Eu sofro de mimfobia, eu tenho medo de mim mesmo e me enfrento todo dia."
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sábado, 19 de junho de 2010

Verdades do mundo (meu mundo).

É dificil. É dificil exprimir todas as coisas sobre as quais eu quero conversar em um blog. Que saco. Eu quero amigos. Pessoas inteligentes. Diálogos. Assuntos discutíveis. Pessoas interessantes. Debates. Questionamentos. Vocabulário. Atenção. Pode não parecer mas não é a coisa mais agradável do mundo ter opniões diferentes daqueles que estão à sua volta. Você parece ver tudo de outra maneira, e, ao mesmo tempo, não consegue entender como tudo aquilo que parece tão verdadeiro pra você e visível, cristalino - parado ali na sua frente - pode passar tão desapercebido aos olhos dos demais.
Aí me sinto deslocada. Sem vontade de me manifestar. Um eco, vazio, sei lá. Qualquer coisa funda. Sempre foi assim.
Aqui começa a parte melancólica que para muitos desinteressa.
Nunca pertenci à um grupo. Até na adolescência, quando a gente precisa ser parte de algo pra se sentir inteiro. Nunca. Nunca me pareci com ninguém. Minhas idéias sempre divergiam dos amigos, família. E sempre me apeguei a história do patinho feio.. verdadeiramente. Não tenho mais vontade de abrir a boca. As criaturas da minha idade se expressam bebendo, se drogando, fazendo sexo. Não querendo disser que essas três coisas são ruins ou não - não julgo, mas na minha opnião nada exarcebado deve fazer bem. E balada e balada. Não consigo ficar num lugar com música tão alta. Afeta meu discernimento, não consigo pensar. E para mim, bem, pensar é fundamental. ''Ai, mais como vce é idosa!'' dizem. ''Curte a vida porque a vida é curta'', aham. Consigo me divertir sem ficar doidona, obrigada. Ah, é tudo tão vazio. Ninguém lê mais! O orkut parece ser mais interessante. E música boa, pra quê? Os ídolos teens estão aí. Nasci na época errada, definitivamente.
Esse mundo tá todo errado. Esse valores tolos. Não só dessa geração, isso vem de antes. Muito antes. Mas acredito que com a internet tenha piorado. Como uma corrente. Puxa um, puxa todos. Não quero me sentir como uma anti-social, chata, reclamona. Mas eu não me acho exigente. Só preciso de pessoas que saibam o que estão falando. Até parece que hoje em dia o fato de ler jornal, gostar de literatura e não beber cerveja é pejorativo. Fato é que não me sinto à vontade pra derramar meus ideais pra ninguém - salvo umas três pessoas. Não tenho tempo, nem saco. A maioria delas esta mais preocupada com twitter, enfim.
Dica: Usem a internet para fazerem pesquisas. Quem sabe assim, adquirem um pouco de cultura e param de falar besteiras.






"Das coisas que digo sobre a gente ter coragem, às vezes me esqueço e quando vejo, outro dia clareou..e eu fiquei aqui."

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Copa.

Domingo tem outro jogo – todo dia tem, mas estou tratando sobre o nosso time. Bem, estava me lembrando da última terça. Dois dias antes todos já faziam planos, organizavam horários e o país parou para assistir a partida. Lembro-me que houve trânsito, confusão e gente correndo (praticamente um toque de recolher). Tá, fico meio impaciente por pensar que se dessemos um terço de toda essa importância que o mundial possui para assuntos que beneficiariam - diretamente – o Brasil..caramba, talvez não seríamos mais subdesenvolvidos.
Exemplificarei.
Se alguém perguntasse no início do ano: qual acontecimento deveras importante que envolvesse o país inteiro e determinasse o futuro do mesmo ocorreria no ano de 2010?
Aposto que muita gente - arrisco até à pensar em maioria – responderia: claro, copa do mundo! Imagino que saibam que está não é uma resposta correcta. Pois estava me referindo às ELEIÇÕES. Mas isso não é novidade para nós. Discute-se muito sobre futebol. Reclama-se sobre gols perdidos, faltas não marcadas, impedimentos. Julga-se as ações e decisões de um cara chamado técnico, empregando uma falta de importância até descabida com todo o resto que se opõe ao esporte. Ou seja, em época de copa nada mais é relevante. Busca-se saber a origem dos jogadores, vão ao fundo por informações, conversa-se sobre isso nos ônibus, nos trabalhos, nos supermercados, nas ruas, na feira, em casa..e a melhor parte: não se cansam. Imagine se algo assim fosse empregado com um objetivo político? É, mas eu sei e você também que é tudo muito chato, não dá resultados em poucas semanas (como no mundial) e além do que não se pode parar um país inteiro para decidir algo fundamental à se tratar de eleições, não é mesmo? Dá pra fazer apenas quando o assunto é redondo.
Tô reparando que os times têm lá suas semelhanças com os partidos e os jogadores com os candidatos. Observe: temos os mais fortes, temos os mais fracos,temos os favoritos, temos os erros que incidem no resultado final(erros de arbitragem),temos aqueles que distribuem cabeçadas (na política distribuem-se até mto mais), temos chances desperdiçadas (gols na trave), temos, ás vezes, sentimentos de pleno trabalho completo (que é o gol), temos times – lê-se: partidos - inteiros que não deveriam estar ali, mas por motivo de força maior se encontram (sabe a França? Então..) e temos tempo. Tempo contado para se botar em prática tudo o que foi prometido, ofertado, oferecido ao povo, à nação. No futebol são noventa minutos e na política quatros anos.


Mas, espere. Você que gosta de pintar o rosto, usar verde e amarelo, reúne a galera pra falar de futebol e indigna-se com placares vergonhosos como o último 2x1 na Coréia do Norte, acalme-se. Não me odeie. Eu também gosto de futebol. Também gosto do movimento todo causado pela Copa do Mundo.
Já fui mais crítica à respeito. Mas acho que com o tempo vou aprendendo que falta cultura sim, falta educação e inúmeras outras coisas triviais – façam uma lista. Mas este tipo de entretenimento faz parte. É o nosso Coliseu. Um povo tão sofrido, tão lastimado e trabalhador precisa esquecer os problemas e alegrar-se com futebol e carnaval.
Acho engraçado. Se eu falo que não torço pelo Brasil e sim pela Argentina, com certeza vão perguntar aonde anda meu patriotismo. Mas se você anula seu voto ou entrega ele à qualquer um, eu te pergunto: por onde anda o TEU?

segunda-feira, 31 de maio de 2010

EM PAUTA.

Já que escrevi sobre o sistema educacional na minha vida, vou apenas citar que os professores da escola na qual estudei estão todos de greve. Há mais de duas semanas. Penso que se fosse no ano passado, talvez, eu teria me desesperado e não teria feito o vestibular. Imagine só, o quão desorientador não é para aqueles poucos que gostariam de estudar e mudar – de forma possível – seu futuro, sabendo que o pouco que se aprende não será nada, e não te ajudará a competir no final do ano por uma matrícula na Universidade.

Sinto que tenha chegado à este ponto. Mas compreendo a falta de estrutura para estes profissionais. Vou citar um texto que o professo Ataualpa – que já me deu aula, escreveu no jornal Tribuna de Petrópolis, neste domingo:


“ Primeiro levaram os negros,
  Mas eu não me importei com isso. Eu não sou negro.
  Em seguida, levaram alguns operários,
  Mas não me importei com isso. Também não sou operário.
  Depois prenderam os miseráveis,
  Mas não me importei com isso. Porque não sou miserável.
  Depois agarraram uns desempregados,
  Mas como tenho emprego. Também não me importei.
  Agora estão me levando. Mas já é tarde.
  Como eu não me importei com ninguém
  Ninguém se importa comigo.”